quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Humanismo nos EUA

Um garoto de 22 anos, cujo nome era Jared Loughner, invade um evento político na cidade de Tucson e, com uma pistola, atira e mata 6 pessoas, além de ferir mais 14, entre esse último grupo se encontra o principal alvo do rapaz: A deputada democrata Gabrielle Giffords. Casos como esses, infelizmente, vem deixando de ser algo novo, mas há um fato inédito nesse: A motivação de ordem política. E quem vê os motivos desse menino para cometer tão repugnante ato fica embasbacado: O apoio da política ferida à reforma da saúde americana e a uma menor repressão aos imigrantes. Provas de como os Estados Unidos não estão preparados para um sistema mais humanitário e justo.

A prova irrefutável de como esse país não aceita atos de valorização ao ser humano é justamente o crescimento de grupos conservadores que são contra as duas mudanças propostas, que levaram à chacina em Tucson. O que é absurdo, visto que, principalmente no caso da imigração, encontram-se várias contradições. Entre elas está a proibição de cidadania a filhos de imigrantes ilegais, algo que, não bastando ser inconstitucional, é simplesmente um absurdo. Visto que, se apenas filhos de americanos devem ser cidadãos, só uma pequena parcela da população estaduniense conseguiria a cidadania, pois os índios (os verdadeiros nativos) dali foram quase dizimados.

Já partindo para a questão da reforma na saúde, proposta nobremente pelo presidente Obama; Torna-se inevitável pensar que essa revolta dos grupos conservadores em relação à tal ideia é completamente nojenta e digna de repugnância, afinal, é impossível que uma pessoa com um mínimo de senso humano seja ferrenhamente contra essa possível nova organização hospitalar. Por exemplo: Como pode ser passível que alguém refute tal proposição sabendo que milhões de pessoas sofrem de doenças sem poder pagar um hospital? A resposta surge de forma óbvia: Isso não é passível, uma reforma na saúde é, sim, necessária e negá-la é negar a vida a milhões de seres humanos.

Jared, quando realizou a chacina, não estava mostrando que existe um indivíduo louco e fanático na cidade de Tucson, mas, sim, que existem em todos os Estados Unidos, milhões e milhões de indivíduos loucos, fanáticos e sem nenhum respeito pela integridade humana. Eles atendem pelo nome de conservadores e, por causa deles, não é possível que vejamos, no mais importante país do mundo, uma coisa essencial: Humanidade.

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