domingo, 29 de maio de 2011

A Volta do Feudalismo

Em uma breve definição do modo de vida feudal, pode-se dizer que a detenção de poder da época era caracterizada pela posse de terras. Na “idade das trevas” os proprietários de áreas agricultáveis detinham o poder político e econômico e, assim, tinham carta livre para realizar qualquer tipo de injustiça, desde impostos abusivos até assassinatos.

Todavia, o comércio renasceu. As cidades voltaram a existir e, aos poucos, a realidade feudal foi abandonada. Com isso, ingressamos no, também injusto, capitalismo e, desse modo, o poder começou a passar para as mãos dos reis e, depois, para as mãos da burguesia.

Não obstante, as recentes notícias vêm trazendo surpresas e a estranha impressão de retorno ao feudalismo. Isso pode ser aferido pelo como o poder dos latifundiários vem aumentando no nosso país.

A primeira exemplificação disso é o novo código florestal, cuja aprovação na câmara não foi sequer titubeada, apesar dos impenitentes protestos da opinião pública. É incrível como a vontade dos grandes ruralistas pôde atropelar a requisição da maioria.

Outra demonstração da extrema liberdade dos latifundiários foram os recentes assassinatos no Norte, devido a denúncias de desmatamento ilegal, que não levaram e, provavelmente, nunca levarão à descoberta dos assassinos, esses ardilosos bandidos cuja carta de permissão para o crime é um grande número de propriedades rurais.

Talvez, se trouxéssemos um camponês da alta idade média para o Brasil de 2011, ele não notaria uma grande diferença. Na verdade, ele poderia até não perceber que veio para outra época.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Caminho da Justiça

Nova pesquisa do IPEA aponta que os pobres pagam mais impostos que os indivíduos de classes mais abastadas. Segundo o instituto, as pessoas de origem mais humilde gastam 32% da própria renda com tributações, enquanto os mais ricos pagam apenas 21% de seu capital para o governo. Tal levantamento apenas comprova o quão injusto, nefasto e cruel é o sistema do nosso país. É necessário, urgentemente, mudar esse caminho, de exclusão, de desigualdade, que nós estamos trilhando. Para isso acontecer, é inadiável uma profunda reforma tributária que possa, finalmente, garantir justiça e igualdade para todos do Brasil.

Primeiramente, essa reforma não deve ocorrer nos moldes neoliberais que, agora, tucanos e demos reivindicarão. Não devemos baixar os impostos para todos, devemos fazê-lo apenas para a população mais carente. Junto disso, precisamos aumentar as taxas sobre os detentores de grandes riquezas. Duas fortes taxações surgem no horizonte: o imposto sobre grandes fortunas e o imposto sobre grandes heranças. Eles são mais que necessários, são urgentes, inadiáveis, inevitáveis, essenciais para que se construa um país com igualdade, respeito e responsabilidade. Sem essas novas cobranças o Brasil continuará sendo mais um país que enriquece os ricos e destrói os pobres, fadando-os à miséria, à exclusão.

É agora, depois de um dado tão alarmante, que será visto se a Dilma não é uma mentira, uma enganação. Agora, nossa presidenta deve fazer justiça para milhões, livrar o nosso país desse maléfico fantasma que é má distribuição dos impostos. Será visto se toda aquela história de vontade de ajudar as pessoas é verdade. Será visto se a política do PT realmente tem compromisso com os ideais da esquerda, do povo, dos trabalhadores. É imprescindível que se implantem essas novas taxas e se aliviem os tributos para as classes menos favorecidas e, se isso não for realizado em um governo que se julga representante do povo, será, no mínimo, profundamente frustrante.

Portanto, torna-se evidente que os próximos atos governistas explanaram se o Partido dos Trabalhadores realmente largou o povo e a busca por justiça ao provar o doce, e venenoso, sabor do poder.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

PM e a Apreensão de Faixas de Protesto

Hoje, (13 de maio), a polícia apreendeu algumas faixas utilizadas em um protesto contra o racismo. Uma delas trazia a frase: ”Crimes de maio: Ontem e hoje a PM continua assassinando negros e pobres". Repudio o ato realizado pelos policiais, que conotou uma extrema falta de autocrítica e um profundo desrespeito à liberdade de expressão. Primeiramente, não acredito que todas as declarações ou opiniões devem circular livremente. Por exemplo: creio que o deputado Bolsonaro deveria ser censurado, afinal, os pronunciamentos dele mostram-se extremamente intolerantes e preconceituosos, ou seja, desrespeitam a liberdade dos outros. Todavia, a faixa, já citada, apresentada pelos manifestantes trata apenas de uma realidade que deve ser mudada. Pontos que comprovam isso são as estatísticas do número da população carcerária, que é composta, majoritariamente, por negros, pobres e outros excluídos sociais, enquanto isso, banqueiros e empresários estelionatários quase nunca são punidos devidamente. Por conseguinte, torna-se lógica a conclusão de que a PM cometeu uma falha.

FONTE: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/pm-apreende-faixas-em-manifestacao-contra-racismo-em-sao-paulo.html