Em uma breve definição do modo de vida feudal, pode-se dizer que a detenção de poder da época era caracterizada pela posse de terras. Na “idade das trevas” os proprietários de áreas agricultáveis detinham o poder político e econômico e, assim, tinham carta livre para realizar qualquer tipo de injustiça, desde impostos abusivos até assassinatos.
Todavia, o comércio renasceu. As cidades voltaram a existir e, aos poucos, a realidade feudal foi abandonada. Com isso, ingressamos no, também injusto, capitalismo e, desse modo, o poder começou a passar para as mãos dos reis e, depois, para as mãos da burguesia.
Não obstante, as recentes notícias vêm trazendo surpresas e a estranha impressão de retorno ao feudalismo. Isso pode ser aferido pelo como o poder dos latifundiários vem aumentando no nosso país.
A primeira exemplificação disso é o novo código florestal, cuja aprovação na câmara não foi sequer titubeada, apesar dos impenitentes protestos da opinião pública. É incrível como a vontade dos grandes ruralistas pôde atropelar a requisição da maioria.
Outra demonstração da extrema liberdade dos latifundiários foram os recentes assassinatos no Norte, devido a denúncias de desmatamento ilegal, que não levaram e, provavelmente, nunca levarão à descoberta dos assassinos, esses ardilosos bandidos cuja carta de permissão para o crime é um grande número de propriedades rurais.
Talvez, se trouxéssemos um camponês da alta idade média para o Brasil de 2011, ele não notaria uma grande diferença. Na verdade, ele poderia até não perceber que veio para outra época.