Nova pesquisa do IPEA aponta que os pobres pagam mais impostos que os indivíduos de classes mais abastadas. Segundo o instituto, as pessoas de origem mais humilde gastam 32% da própria renda com tributações, enquanto os mais ricos pagam apenas 21% de seu capital para o governo. Tal levantamento apenas comprova o quão injusto, nefasto e cruel é o sistema do nosso país. É necessário, urgentemente, mudar esse caminho, de exclusão, de desigualdade, que nós estamos trilhando. Para isso acontecer, é inadiável uma profunda reforma tributária que possa, finalmente, garantir justiça e igualdade para todos do Brasil.
Primeiramente, essa reforma não deve ocorrer nos moldes neoliberais que, agora, tucanos e demos reivindicarão. Não devemos baixar os impostos para todos, devemos fazê-lo apenas para a população mais carente. Junto disso, precisamos aumentar as taxas sobre os detentores de grandes riquezas. Duas fortes taxações surgem no horizonte: o imposto sobre grandes fortunas e o imposto sobre grandes heranças. Eles são mais que necessários, são urgentes, inadiáveis, inevitáveis, essenciais para que se construa um país com igualdade, respeito e responsabilidade. Sem essas novas cobranças o Brasil continuará sendo mais um país que enriquece os ricos e destrói os pobres, fadando-os à miséria, à exclusão.
É agora, depois de um dado tão alarmante, que será visto se a Dilma não é uma mentira, uma enganação. Agora, nossa presidenta deve fazer justiça para milhões, livrar o nosso país desse maléfico fantasma que é má distribuição dos impostos. Será visto se toda aquela história de vontade de ajudar as pessoas é verdade. Será visto se a política do PT realmente tem compromisso com os ideais da esquerda, do povo, dos trabalhadores. É imprescindível que se implantem essas novas taxas e se aliviem os tributos para as classes menos favorecidas e, se isso não for realizado em um governo que se julga representante do povo, será, no mínimo, profundamente frustrante.
Portanto, torna-se evidente que os próximos atos governistas explanaram se o Partido dos Trabalhadores realmente largou o povo e a busca por justiça ao provar o doce, e venenoso, sabor do poder.
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