Realmente, o nível de exigência da prova é bem alto, todavia, não é admirável que seja realizado um teste para admitir, apenas, bons profissionais no mercado de trabalho? Outro ponto essencial da prova é que, a partir dela, pode-se julgar - com o mínimo nível de tendenciosidade - a qualidade dos cursos de direito no país. Na verdade, a rigidez na aplicação me parece mais benéfica que ruim, afinal, revela o como a educação do Brasil vem sendo inócua ao tentar fazer com que se produzam profissionais competentes.
As notícias, porém, não vêm mostrando uma excelência incorruptível nos profissionais de direito. Houve o caso do juiz em Goiás que, contrariando a jurisprudência, vetou a união civil entre homossexuais na cidade dele. Isso foi um ato indigno, injusto e, ainda por cima, contra a lei e o bem dos seres humanos. Todavia, quando se imaginava que nenhum juiz poderia atropelar os direitos humanos de forma maior, surge esta notícia: http://www.viomundo.com.br/denuncias/sakamoto-justica-manda-suspender-libertacao-de-trabalhadores-no-ms.html . A juíza Marli Lopes Nogueira, de forma esdrúxula, suspendeu um resgate a trabalhadores que viviam, praticamente, em escravidão e, ainda, definiu que os, explorados, funcionários deveriam voltar à labuta porque " a interdição está causando prejuízos irreversíveis".
Pode-se aferir, por conseguinte, que - mesmo que seja louvável a tentativa da OAB de selecionar os melhores profissionais e, dessa forma, mostrar o quão defasado está o sistema educacional do nosso país - sucesso em provas difíceis não garante respeito à vida dos nossos concidadãos e nem compromisso com a ética.
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