A população brasileira vem mostrando um grande caráter conservador, cujas opiniões sobre aborto, desarmamento e liberação das drogas leves são imutáveis e indiscutíveis. Tal postura traz consequências nefastas para o desenvolvimento do Brasil em si, afinal, muitos desses conceitos derivam mais do preconceito do que do pensamento racional.
Por exemplo: o deputado Paulo Teixeira propôs a liberação do uso de drogas leves (maconha), entretanto, ao invés de surgir um debate saudável sobre o assunto, ele foi ironizado e censurado pela maior parte das pessoas. Não obstante os excelentes resultados obtidos na Holanda (em que a posse e a venda de drogas é proibida, apenas o consumo é legal), não se pensa em realmente discutir com a população sobre os prós e contras dessa possível mudança na legislação. O que nos traz um atraso em relação a esse assunto.
E, quando é feita essa ausência de debates, acaba-se influenciando e alimentando a segregação cultural entre as classes sociais. Tornando, a cada dia, os mais ricos como os dominantes politicamente e os mais pobres como os "capachos sem base ideológica", cuja capacidade intelectual seria "menor" que a das classes mais "eruditas".
Portanto, mais importante que aprovar leis progressistas é expandir as discussões para o público e, realmente, informá-lo, coisa que a atual mídia-livre não faz. Afinal, apenas as discussões de ordem racional e o ingresso completo da população na política é que poderão, finalmente, garantir a verdadeira emancipação do ser humano.
Por fim, torna-se evidente que, se temos como objetivo a justiça social e política, é extremamente importante que discussões como a liberação da maconha cheguem a todos os setores da população sem ser de forma superficial, regada de preconceitos. Esse é um dos maiores desafios que nossos deputados devem enfrentar para chegar à completa liberdade do homem.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A Falta que um Debate Faz...
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