terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sexualidade no Estatuto da Juventude

Movimentos pela liberdade sexual, principalmente das mulheres, encorparam-se nos anos 60 e, após muita luta, diversos paradigmas foram quebrados e, pouco a pouco, a emancipação sexual da maioria dos jovens foi propiciada. Desde então, o sexo tornou-se parte essencial da vida de muitos indivíduos. Esse liberalismo, todavia, pode levar algumas pessoas à banalização das relações ou, no outro extremo, a frustrações por um insucesso na vida amorosa. Por isso é necessário que o Estado propicie informação a esse setor da sociedade com aulas sobre sexualidade.

Já está incrustado na geração do século XXI: o amor, ou menos, leva ao sexo, e este se tornou a maior, e mais importante, demonstração de apreço entre os casais. Assim, a relação amorosa virou algo corriqueiro e, então, ter uma sexualidade bem resolvida e conhecer o próprio corpo tornou-se, mais do que nunca, necessário para que se possa alcançar a felicidade, a satisfação pessoal. As aulas sobre esse tema – que foram propostas pelo Estatuto da Juventude - ajudariam muitos a alcançar tais conhecimentos sobre si mesmo e, consequentemente, trariam muitos benefícios a grande parcela dos estudantes.

O conservadorismo, contudo, cega certas pessoas. Estas julgam que o contexto histórico atual não mudou. Para elas, os jovens continuam assexuados, “imagine, eles mal saíram das fraldas!”. Não importam as inúmeras pesquisas que afirmam: alunos do ensino médio já têm vida sexual ativa. Para os indivíduos retrógrados, esse tipo de educação “estimularia a pedofilia” ou “faria apologia ao sexo”. Sabe-se, entretanto, que esses argumentos são desprovidos de razão. Na verdade, o maior mal que pode acontecer é a não realização das aulas sobre sexualidade. Porque isso acarretará em vários jovens frustrados sexualmente, tristes e envolvidos em relações infelizes, em uma família mal estruturada.

Deduz-se, então, que é plenamente benfazeja à população jovial a instauração de aulas de sexologia. Pena que muitos políticos, presos nas amarras da ignorância, não consigam fazer esse óbvio raciocínio.

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